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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quiltando sem medo...


Para quem faz patchwork, o momento de quiltar seu primeiro trabalho, é como uma bailarina que vai colocar sua primeira sapatilha de ponta.
E para tranqüilizar quem esta começando, quiltar, mesmo que não seja a primeira vez, sempre dá um friozinho na barriga.
Treine bastante no papel, porque o mesmo movimento que você fizer com lápis vai fazer com o tecido, lembre-se que é você que movimenta o trabalho.
Depois faça bastante quilt em um lençol velho, quando se sentir segura comece por pequenos trabalhos, pegadores de panela, jogos americanos...
E antes de se atrever a quiltar uma colcha, comece por uma manta.
Com o tempo você vai ficando mais tranqüila e vai descobrindo que quiltar é uma delícia além de deixar o seu trabalho ainda mais encantador.
Quando estiver quiltando, se perceber que errou, que enrugou demais, calma!
Não se desespere! Retire o trabalho da máquina, desmanche cuidadosamente e faça novamente.

Tenha todos um lindo final de semana!!!
Bjs...♥
carlapianchão

sábado, 3 de julho de 2010

bolas!!!


Passado o dolorido primeiro momento...
Apesar de morar no país do futebol, não vou me atrever, muito, a falar sobre a nossa seleção. Vou falar só um pouquinho.
Ficou claro, mais uma vez, que não se ganha nada e nenhum jogo, no grito e muito menos na porrada.
Tecnicamente, dizem os entendidos no assunto, que faltou uma série de coisas. Eu que não entendo nada, mas sou quase uma viciada em ler e ouvir noticiários, e por tudo que vi e li, acho que faltou um sorriso no rosto do nosso técnico.
Sempre de cara de fechada, se contendo até na hora de comemorar os poucos gols que fizemos. Fechou as portas na hora dos treinos, brigou aqui, brigou ali, e um pouco tarde demais, pediu desculpas, que me pareceram terem sido encomendadas, mas mesmo assim valeram, porque imagino o quanto deve ser difícil pra ele, assim como é para qualquer um de nós, reconhecer os próprios erros.
Faltou energia, alegria. Pareceu-me o tempo inteiro, que o nosso técnico queria ganhar por vingança, de mágoas do passado, queria ir à forra...
Bom o que eu acho ou deixo de achar, claro que não muda nada, mas solidifica meus pensamentos sobre acreditar, sorrir, perdoar e principalmente respeitar.
Não vi nenhum outro técnico falar tantos palavrões a beira do campo como o nosso, e poucas vezes, vi, ele abraçar, comemorar ou consolar seu “alunos”.
Acho, que técnicos e jogadores de uma seleção, além de jogar e de entender de futebol, deveriam ser preparados psicologicamente para representarem seus países, porque é claro que a pressão é muito grande.
Palpites a parte, perdemos o jogo, mas é claro que a vida continua... Aliás já não era sem tempo de continuar!
Bola pra frente!
Tenham todos um lindo final de semana!

bjs...♥

Carla Pianchão

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Artesanato é arte!


Desde muito cedo estou quiltando, e no meio do meu silêncio, de todas as manhãs, estava pensando:
Daqui a pouco fica pronta mais uma bolsa da Maria Magricela.
Hummmm! Um leve apertinho no coração, porque ela vai embora, com seu cabelo armadinho de tanto laquê, seu vestido de flor, seu sapato vermelho, suas meias coloridas...
Bora trabalhar o desapego.
Agora eu entendo porque os grandes artistas, nunca vendiam suas obras, e muitos deles só foram considerados artistas depois de morrer, quando as portas do ateliê eram abertas e descobriam verdadeiras maravilhas.
Bom, aí aparece alguém mais prático, mais realista, mais pé no chão do que eu e me diz:
- Para com isso Carla, você não é artista! E não esqueça de agradecer se ela for embora rapidinho.

E eu então desço da minha imaginação e me pergunto: Não???
Resolvi olhar no Aurélio o significado da palavra artista.
Diz assim:
“Pessoa que se dedica às belas-artes, e/ou que delas faz profissão”
“Pessoa que revela sentimento artístico”
“Pessoa que revela engenho ou talento no desempenho de suas tarefas”

Obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Eu sou uma artista!
E tenho muito orgulho de dizer isso.

Então ta explicado, porque ainda não consigo ter total desapego quando se trata das minhas obras... de arte.
Isso mesmo que você ouviu... Meu trabalho é arte!
E nós artesãos temos que ser os primeiros a reconhecer o nosso valor.

Mas as portas do meu ateliê estão abertas.
Prestigiem as obras originais, porque nelas existe sentimento, sensação, intenção... amor!
Artesanato é arte!

Bjs...♥

Carla Pianchão

domingo, 13 de setembro de 2009

Quiltando sem medo...


Sempre tive medo do quilt livre, à máquina.
Pois é... aprendi a fazer, treinei incansavelmente. Todos os dias antes de começar minhas costuras, pegava meu pedaço de lençol velho, colocava em cima de um pedaço de manta acrílica, e começava minha aula prática, por conta própria. Ali eu me esbaldava, fazia curvas intermináveis, ia e vinha, pra lá e pra cá, em alguns momentos de total atrevimento, escrevia meu nome, fazia flores, no começo bem tortinhas, folhas e até corações.
Bom, claro que com a prática, e sem nenhuma modéstia, fui ficando boa nisso... lá no meu lençol velho... porque quando se tratava de fazer o quilt no meu trabalho de patch, em volta do meu gato Romeu, ou na frente daquela bolsa... aí minha amiga... a estória era bem outra.
Eu sentava diante da máquina, tomava todas as providências necessárias, e na hora “H”... a mão suava, o medo de errar era maior que à vontade de fazer... Afinal ali estava meu trabalho quase pronto, meu gato todo lindo, e se eu errasse? Batia a insegurança, eu dizia pra mim mesma... vou treinar mais... e optava pelo quilt a mão. Claro que lá no fundo, batia a frustração, que eu precisava vencer.
E eu, sem desistir, continuava treinando. Li tudo sobre quilt, assisti a vários vídeos na net, de gente quiltando como se estivesse flutuando... ficava encantada, maravilhada... e eu continuava treinando... as camas aqui de casa quase ficaram sem lençóis.
Até que um dia cortei 50 bolsinhas, 100 partes, e quiltei todas elas... uma por uma. Relaxei meus ombros, segurei firme meu trabalho, e fui em frente, quando eu percebi, eu estava lá, literalmente, viajando nas curvas, que iam e vinham, e eu fui ficando cada vez mais feliz com o resultado... quiltei tanto em um só dia!
Claro que a cada dia vou melhorar mais um pouco, mas o medo já não existe mais. Eu consegui.
Você também pode conseguir... tente!
Um grande abraço
Carla Pianchão

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Uma boa dica...



Bom dia!
Pois é... aqui vai mais uma dica sobre quilt livre.
Outro dia eu coloquei aqui um post sobre quilt com luvas. Funciona. Mas o ideal, para quem quer ganhar tempo, é separar uma boa quantidade de trabalhos para serem quiltados todos de uma vez, senão o tira e põe de luvas, além de fazer você perder tempo, não é uma tarefa muito fácil.
Bom, nas minhas andanças, neste feriado, resolvi comprar as dedeiras de silicone, que com certeza quem está neste mundo do patch já deve conhecer, ou ter ouvido falar.
Eu testei e adorei. Você pode colocar nas duas mãos, ou apenas em uma, e pode colocar apenas nos dedos que você utiliza para firmar o seu trabalho.
Não é caro, e o pacote já vem com dedeira para as duas mãos.
Tenha todos uma semana produtiva.
Um abraço
Carla Pianchão

sexta-feira, 20 de março de 2009

Quilt livre de luvas...


Sexta feira... "Eu conto"...
Pois é... Já disse várias vezes que sou muito desobediente em relação às regras do patchwork, eu misturo o que aprendi com o que vou testando, inventando, descobrindo e criando.
Bom... O quilt livre, para mim, sempre foi um problema... Minhas mãos escorregam sobre o tecido, o que dificulta muito o trabalho, fico parando toda hora, vou ficando aflita...
Já tentei várias maneiras. Já me ensinaram deixar um paninho molhado do lado da máquina, para ir molhando a ponta dos dedos, (pra mim não fez muita diferença). Existem no mercado, dedais e luvas que ainda não testei, aí... pensando com meus botões, resolvi fazer um teste, usei luvas cirúrgicas... e adooooooooooooooooooorei o resultado... foi maravilhoso... a borracha da luva, não corre em cima do pano, sua mão fica firme... seu quilt fica lindo... e ficamos todas felizes...
Achei tão legal que resolvi compartilhar esse e mais alguns segredinhos que eu fui aprendendo com o tempo, nesta minha estrada do patch...

1º segredinho: Feito o sanduíche ( de patch claro) aquele feito de forro, manta e top ou frente do seu trabalho, passe o ferro para abaixar um pouco a manta, ela vai grudar no tecido o que vai facilitar muito na hora de quiltar, isso vale também para o quilt a mão, mesmo assim é preciso colocar alfinetes.
Se você gosta do seu trabalho bem fofo, use a manta mais grossa, para que não fique muita fina quando passar o ferro.

2º segredinho: Tente manter sempre o mesmo ritmo da máquina, e não puxe o pano bruscamente, apenas conduza o tecido, delicadamente, sempre com as duas mãos.
Quanto mais rápido você tocar a máquina, menor vai ficar o seu ponto, e se tocar muito devagar ele vai ficar muito grande, o ideal é encontrar o meio termo. Com a prática você vai tirar isso de letra.

3º segredinho: A largura do ponto tem que estar no “0”, e claro costura reta, e para quem ainda não sabe, existe um pezinho próprio para quilt livre.
ATENÇÃO: NÃO SE ESQUEÇAM DE ABAIXAR OS DENTES DA MÁQUINA, AQUELES QUE FICAM EMBAIXO DO PEZINHO.

4º segredinho: Para melhorar o seu quilt, pegue um lençol velho, um pedaço de manta, (não precisa colocar forro), e treine todos os dias um pouquinho. Rapidinho você vai estar fazendo loucuras com o seu quilt. Um exercício muito legal é você tentar escrever o seu nome.

Espero ter ajudado um pouquinho, depois me contem se funcionou a idéia da luva.
Se você tem uma dica ou um segredinho conte pra gente.

Tenham um lindo final de semana...

Um abraço
Carla Pianchão

Volte sempre!

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