sexta-feira, 15 de abril de 2011

Agora é do meu Jeito...


Quem conhece pelo menos um pouquinho de patchwork sabe que é um trabalho cheio de regrinhas, agulhas próprias, linhas especiais, tecidos, réguas, enfim são muitas técnicas e para cada uma delas é preciso seguir um caminho, e quem me conhece pelo menos um pouquinho sabe que trabalho com patch há mais de 10 anos, que foi paixão a primeira vista, mas definitivamente eu não sei criar com limites, faço do “meu jeito”, por isso em respeito a todas as patcworkeiras de plantão, sempre deixei claro que não sigo a risca as regras e técnicas do patchwork, e agora oficialmente, depois de mudar de casa, e de colocar quase tudo no lugar, volto com muita disposição para o mundo dos tecidinhos ,apresentando pra vocês minha nova marca:

Carla Pianchão
Patchwork my way

Agora é oficial, patchwork do meu jeito.


Um grande bj

Carla Pianchão

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Não tenho mais um cantinho tão grande... mas tenho as palmeiras do vizinho


Aquele meu cantinho, que eu tinha o maior orgulho de mostrar, lugar onde surgiram tantas ideias, tantos novos caminhos, tantas criações, muitos sorrisos e alegrias, tantos momentos que vão ficar pra sempre na minha lembrança, algumas lágrimas e algumas decepções, que hoje eu chamo de aprendizado, pois é, não existe mais.
Não se pode ter tudo, hoje eu tenho a lua mais perto de mim, vejo um céu estrelado quando a noite cai, tão maravilhoso, que nem dá pra descrever, tenho o sol me iluminando e me acordando, tenho uma brisa deliciosa, e da janela ainda pego carona nas palmeiras do vizinho.
Tenho Deus neste lugar, porque com certeza vim parar aqui com a autorização dele.
Tenho silêncio para pensar, para melhorar em quase tudo, e exercito isso todos os dias, e para costurar tenho literalmente um cantinho que foi cuidadosamente negociado com minha Maria, porque por enquanto esse cantinho é no quarto dela.
Bom, claro que eu tenho planos para um cantinho só meu, mas por enquanto nada a reclamar, nem me atreveria, preciso urgentemente começar a criar, escrever, costurar e tão cedo não pretendo arredar um móvel de lugar, por enquanto está tudo certo.
Estou feliz demais da conta.


Carla Pianchão

segunda-feira, 28 de março de 2011

Agora eu tenho a lua mais perto de mim... e tenho patchwork no chão da minha cozinha...


Alguém diz que vai mudar de casa, e a gente logo imagina todas as coisas encaixotadas, um caminhão de mudanças, uma casa ficando pra trás, e uma nova vida...
Bom, eu não vou entrar em detalhes sobre a minha mudança, porque pode ser que alguém esteja planejando mudar e eu não vou estragar o sonho de ninguém.
Eu mudei...
Sobrevivi, não enlouqueci, pelo menos acho que não, tudo bem que ainda tenho alguns objetos sumidos, outros ainda encaixotados, e por enquanto ainda não consegui costurar.
Jurei pra mim mesma que nunca mais ficaria dentro de casa com pedreiros, pintores, encanadores, bombeiros... Aliás, este foi um dos motivos que me levou a mudar em vez de reformar, ai fomos para um apartamento novinho, branquinho, clarinho, de cobertura...
Resolvemos cobrir uma parte da cobertura, ai resolvemos colocar uma churrasqueira, um fogão, uma pia, uma lavanderia, um cantinho para minhas gorduchinhas (suculentas), e resolvemos colocar uma pedra na parede, uma lajota, um tijolinho, uma porta, uma luminária, um piso pra lá de lindo e diferente na cozinha...
Enfrentamos tudo isso, sem telefone, sem televisão, sem internet, sem máquina de lavar... Resistimos bravamente sem atacarmos ninguém... rsrsrsrs
Sai de uma casa que parecia um apartamento e fui para um apartamento que parece uma casa.
Bom, depois de 23 dias com três pedreiros dentro de casa, hoje pude tomar café de camisola... Fui até a minha cobertura, pude ver um céu enlouquecedor de tão lindo, uma brisa deliciosa, e quando a noite chega parece que a lua é só minha... Uma maravilha.
Tenho muita coisa pra mostrar pra vocês, e muita coisa pra contar, e muuuuuuitos e-mails pra responder... Como já disse estava sem net, e agora tenho um not, ainda estou me acostumando.
Acho que daqui pra frente tudo vai ser diferente!
Por enquanto passei pra deixar um beijo, dizer que estou com saudades, e que muito em breve volto pros meus tecidinhos.
Deixo pra todos um forte abraço e muitos beijos.

Carla Pianchão

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

últimos detalhes...


Nos últimos dez anos, desde que me apaixonei, perdidamente, pelo patchwork, acho que nunca passei tanto tempo longe dos meus tecidinhos, do meu cantinho, como agora, mas esse tempo, afastada de quase tudo, e inclusive do mundo virtual, foi necessário para que decisões fossem tomadas de uma forma tranqüila, e sem nenhum sofrimento.

Eu não programei nada, as coisas foram acontecendo...

Há exatamente 10 anos atrás, cheguei aqui, nesta casa que moro hoje, com minha Maria ainda no colo, o João ainda se adaptando com a chegada da irmã, literalmente agarrado na barra da minha saia, meu marido recém saído da barra da saia da mãe dele, porque logo que me casei, morei 10 anos do lado da minha sogra, e eu, realizando o sonho da minha primeira casa própria, mas totalmente perdida, com o coração dilacerado, porque tinha acabado de perder minha mãe, e apesar da dor enorme, me sentia na obrigação de estar feliz, porque o sonho de mudar era meu, e fazer todos felizes.
Foi uma época tão difícil, que alguns momentos foram apagados da minha mente, às vezes as pessoas me perguntam como eu fazia para dar conta de tudo, cuidar das crianças, da casa... E eu fico pensando, tentando lembrar...

Bom, foi no meio de todo esse turbilhão de emoções e acontecimentos, que eu descobri o patchwork, no primeiro momento era apenas uma terapia, uma válvula de escape, apesar de ter planos de trabalhar em casa com artesanato, eu ainda não sabia bem o que queria, mas foi amor logo no primeiro encontro, no primeiro ponto, e acabou fazendo parte da minha rotina e da minha vida.
Sobrevivi bravamente, porque como já disse várias vezes, sou filha de um nordestino “caba da peste”, aos poucos fui me organizando aprendendo a ser mãe, dona de casa, esposa, e com muita dedicação e boa vontade fui aprendendo a ser artesã, descobri o mundo virtual e aí mergulhei pra valer no mundo das artes.
Realizei muita coisa legal, aprendi muito, levei algumas “porradas”, que hoje tenho consciência, do quanto elas foram importantes para o meu crescimento, montei meu cantinho , trabalhei muuuuuuito, chorei muito também, tive muitos momentos em que achei que não ia dar conta, mas como boa mineira, toquei o bonde, segui em frente.
O tempo passou, meus filhos cresceram, e no meio de tudo, percebi um espaço vazio...
Aí eu me recolhi, parei, fiquei olhando, e quando eu resolvi retomar meu caminho, o “cara lá de cima”, me mostrou um novo caminho...
Mais uma vez eu to de malas prontas, para enfrentar mais uma mudança, desta vez as crianças não estão mais no colo nem agarradas a minha saia, meu marido, depois de relutar muito em cortar o cordão umbilical, segue do meu lado, estamos todos juntos seguindo para uma nova fase de nossas vidas.
Claro que mudar, tem o lado estressante, mas estou muito feliz, feliz demais da conta.
Por enquanto, não vou ter um cantinho espaçoso como eu tinha, mas vou continuar trabalhando com patchwork, de outra maneira, de outra forma, mas vou contar em outro post, como será minha nova rotina, aguardem.
Em outro post também vou contar detalhes, sobre meu novo lar.
Estou preparando, minha mudança, correndo de lá pra cá, e com muitas saudades de voltar pra valer para minha doce rotina de artesã.
Passei pra deixar um beijo e agradecer a todos os e-mails lindos e carinhosos que tenho recebido, não tenho podido responder pessoalmente mas tenho lido todos.

Bjs...♥

Carla Pianchão

domingo, 23 de janeiro de 2011

mudando de aquário


A gente quer sempre mudar, estamos sempre querendo coisas novas, mas sair do casulo ou mudar de aquário, dá medo e exige coragem e dedicação, mas é preciso acreditar, arriscar, para não ficarmos estagnados, parados no mesmo lugar, passando pela vida timidamente e correndo o risco de perdermos boas oportunidades por simples comodismo.


Pois é, a princípio a única mudança prevista para o meu começo de 2011, seria a ida da minha Maria para o colégio Militar, entre documentos, exames, fardas, livros e cadernos e as férias das crianças, sem viajar, eu ainda estava conseguindo ler e terminar minha apostila para iniciar com o curso básico de patchwork em fevereiro.
Tudo parecia encaixadinho, quando de repente vieram outras mudanças, que já queríamos há muito tempo e que só agora o “cara lá de cima” achou que merecíamos.
Quero contar tudo com detalhes, mas por enquanto ainda estou digerindo os últimos acontecimentos, neste momento a única coisa que sei é que dia 1º de fevereiro vou ficar sem net, e assim que tudo estiver normalizado eu volto. Me aguardem!

To com muitas saudades do mundo virtual, mas como acredito, que na vida nada é por acaso, tudo tem um propósito, e como sei que minha vida pertence a “ele”, estou seguindo em frente confiante e feliz... muito feliz.

Na medida do possível vou “tentar” responder aos e-mails, e sempre que der vou passar por aqui.
Deixo um forte abraço a todos, e um sincero desejo de que o ano de 2011 seja cheio de coisas boas, como muita saúde e muitas realizações para todos nós.

Muitos bjs...♥

Carla Pianchão

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

voltei... feliz demais da conta!!!


(imagem retirada da net)

Pois é, estou de volta!
Antes de contar detalhes sobre meu estado de total alegria, sobre minha maravilhosa sensação de dever cumprido, começo agradecendo a toooooooooodos os e-mails, as mensagens, telefonemas e muuuuuuitas demonstrações de carinho.
Gente, obrigada de verdade!
Nossa! Foi tão importante no meio de tudo, quando eu dava algumas paradinhas... ler palavras lindas de força, de apoio e de saudades.
Não consegui responder a todos, mas estou fazendo isso, aos poucos e na medida do possível.
Bom, para quem não leu, ou não ficou sabendo, minha Maria estudou durante quase todo o ano de 2010 em horário praticamente integral para fazer prova para ingressar no Colégio Militar.
Sempre foi um sonho meu e dela também, mas eu confesso que fiz o que eu pude para mostrar o lado bom deste meu sonho.
Até setembro tentei fazer tudo que sempre fiz e ainda ajuda-la em tudo que podia, mas quando foi se aproximando a primeira prova, com aulas todos os dias, e ainda a escola regular tive que entrar literalmente em campo.
Fechei as máquinas, desisti de participar da Feira Nacional de Artesanato, arregacei as mangas, me aqueci, levantei os braços e pedi pra entrar, porque até então eu estava no banco de reservas... rsrsrsrs
Para minha alegria fui aceita, e aí além de levar, buscar, e preparar lanchinhos reforçados, passei a encarar de frente, gramáticas, e a temida matemática.
Apesar dos muitos anos fora da escola, confesso que já fui boa nisso, e sem nenhuma modéstia acho que pude ajudar um pouquinho.
Foram sábados, domingos e feriados fazendo junto com ela problemas e mais problemas, e ainda tentando esconder a minha preocupação e uma pontinha de medo, porque afinal eram 1000 candidatos, com suas respectivas mães em campo ou na torcida, para apenas 40 vagas.
O processo todo é muito estressante e desgastante, para enfrentar tudo isso tem que querer de verdade, não é a toa que algumas crianças, para desespero das mães, desistem no meio do caminho.
São crianças de apenas 10 anos que com certeza ainda não conseguem ver o quanto é importante ter garantido os estudos até a faculdade, mas sem sombra de dúvida, com o passar dos anos eles entenderão.
Minha Maria ocupou o 23º lugar entre os 40 classificados.
Se eu chorei? Quem me conhece sabe que ainda não parei de chorar... rsrsrs
Resumindo, foi isso.
Agora temos uma bateria de exames para providenciar, estamos de lá pra cá e de cá pra lá, fazendo um verdadeiro check up.
Aos poucos estou voltando para os meus tecidinhos, para minhas flores e cores.
Deixo a todos um forte abraço cheio de saudades!

Carla Pianchão

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sem você...


Olhando bem pra mim
Vejo que ainda me perco na saudade
Ainda choro sem controle
Ainda choro tanto...
Sinto tanto... sua falta!

Droga de cena que não me sai da cabeça
De um fim que era esperado
Mas não diminui a dor que sinto em meu peito

Uso o Pianchão com orgulho
Como um remédio para cicatrizar meu coração

Quem sabe uma varinha de condão
Pra me fazer novamente criança
Levar-me de volta para o portão
Daquela casa...
Onde eu ficava a esperar por ele...

Quase ouço minha voz gritando:
-Papai chegou... Papai chegou...
E ele descia do carro grande, queimado de sol, depois de longos dias de trabalho no campo.
Um charmoso chapéu na cabeça
Uma camisa com as mangas enroladas, porque mesmo debaixo de sol, ele não abria mão das mangas compridas...

Uma bota que ao tocar o chão me dava à certeza de ser ele...
Um típico nordestino... meu pai!
Abraçava todos, um por um, e por último olhava minha mãe com olhos cheios de saudade, e a beijava...

Alimentei-me tantas vezes desta cena...
...



carlaPIANCHÃO

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

por ela...


"Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade"
Exagerado Leoni/Cazuza/Ezequiel Neves

Este ano tem sido um ano totalmente atípico.
Minha Maria está enfrentando seu primeiro grande desafio, e eu optei por ficar do lado dela. (quem me conhece sabe que não podia ser diferente)
É apenas uma prova de matemática, que já aconteceu no último dia 17, e uma de português que ainda vai acontecer no próximo dia sete.
O “pequeno” detalhe é que são 1000 “crianças” de apenas 10 anos para ocupar 40 vagas.
Depois que tudo passar, eu espero voltar aqui com boas notícias, ou no mínimo preparada para enfrentar tudo de novo no ano que vem. (podemos tentar mais uma vez).
Durante o ano conciliei como pude, meu cantinho, minha casa, marido, meu João... Mas agora na reta final estou literalmente por conta da minha Maria.

O processo é desgastante, e apesar de valer a pena, vi mães e crianças desistirem no meio do caminho, realmente não é fácil.
Ficarei ausente durante mais alguns dias, mas na medida do possível responderei a todos os e-mails, e muito em breve estarei de volta para minha rotina.

Um grande abraço

carlapianchão

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Conto com seu voto!

Você me visita quase diariamente, porque gosta do meu blog, porque acha interessante, porque gosta das minhas estórias, das dicas sobre artesanato que dou, porque é minha amiga, virtual ou real, ou me acha legal... então vamos lá, vote no meu blog.

Você caiu aqui sem querer, em uma tarde chuvosa quando estava passeando pela net... deu uma olhadinha, e até gostou de algumas coisas... só pela porta aberta que encontrou, acho que mereço seu voto.

Você nunca leu o que eu escrevo, acha meus textos muitos longos e morre de preguiça... mas sempre olha meus trabalhos e acha minhas fotos bem legais... que tal me dar o seu voto?

Definitivamente você não me engole, me acha meio metida, meio pretensiosa, acha que eu me acho... mas mesmo assim você está sempre aqui, dando uma expiadadinha, e eu sei que você vai continuar me visitando mesmo que seja na ponta dos pés... não precisa votar em mim, mas você pode votar no meu blog, vamos lá, amoleça esse coração e vote!

Basta clicar no alto da página a sua direita no selo do TOPBLOG é rapidinho.

Obrigada a todos!

Bjs...♥

carlapianchão

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sorria! Seu cliente sempre tem razão e o sol nasceu pra todos...



Você fica horas na loja, escolhendo sem pressa, os melhores tecidinhos, surta com tantas florzinhas lindas, bolinhas e cores de enlouquecer, decide o que quer levar e enquanto o vendedor corta você avista de longe os botões de coração... enlouquece de novo e leva alguns.
Depois de lavar, passar e às vezes até engomar, você corta, costura, borda, e finaliza com um lacinho ou com o tal botão de coração.
Tudo pronto, até parece que foi fácil né?
Pois é, mas a gente que trabalha em casa, e tenta sobreviver de artesanato, sabe que não é bem assim. Nós artesãos sabemos que além de todo esse processo, tem as famosas paradinhas pra fazer o café, o almoço, o jantar, recolher a roupa no varal, atender ao telefone, responder e-mails, ir ao banco, ao sacolão, levar e buscar crianças na escola, achar bermudas, conferir cadernos, separar algumas briguinhas e decidir qual dos filhos vai usar primeiro o computador, dar uma atenção ao marido, correr para fechar as janelas na hora da chuva, e mais um monte de outras tarefas, e olha que eu nem falei do processo de criação, dos testes que fazemos, antes de colocar nossos produtos no mercado, da nossa busca pela qualidade e pelo melhor acabamento.

Na feira de artesanato, ou na sua própria casa, lá está você, orgulhosa diante do seu trabalho, e parada diante de alguém que na maioria das vezes desconhece o verdadeiro passo a passo de um produto artesanal.
Seu cliente olha, vira, revira, e sem nenhum cuidado desfaz o laço, olha por dentro, faz um monte de perguntas, e você continua ali, em pé, com um sorriso meio forçado, sentindo na pele aquela mão pesada, tocando seu trabalho, sua arte, de qualquer jeito, esperando que “ela” decida.
Se você é do tipo desinibida, enquanto seu trabalho é apalpado de todas as formas, você vai dando informações sobre o tecido, dizendo que é 100% algodão, pré-lavado, e vai tentando a todo custo convence-la de que seu produto “presta”, mas mesmo diante de todo seu esforço, a “cliente”, que sempre tem razão, vai embora, levando na mão seu cartão.
Você respira, faz novamente o laço, afinal esse é o seu trabalho, e quando pensa em sair correndo, lembra das contas, dos compromissos que fez, e do livro de auto ajuda que leu, e prefere acreditar que no final tudo vai dar certo.
Volta sorridente para a porta do stand, ou simplesmente volta para o seu cantinho a espera de uma nova cliente.
Bom, e quando você está diante de alguém, que você jura, mesmo sem ter uma bola de cristal, que tudo que ela quer é descobrir como se faz? E sem nenhum constrangimento ela vira literalmente seu trabalho do avesso e ainda pergunta com cara de paisagem:
Essa costura é a mão ou a máquina?
Você trabalha sozinha?
Claro que você vai se controlar vai sorrir e responder.
E no próximo ano ela vai estar lá novamente, só que desta vez, no stand do lado do seu.
E mais uma vez você vai sorrir, porque afinal o sol nasceu pra todos.
Essas são apenas algumas das situações que com certeza a maioria das pessoas que dependem de venda e expõem seus produtos já passaram ou ainda vão passar.
Vender não é tarefa fácil e eu definitivamente, por incrível que pareça não sei vender, mas com o passar do tempo eu fui encontrando alguns “jeitinhos”, para amenizar esse “sofrimento”.
Quer saber o que foi que eu fiz?
Eu conto tudo na minha apostila, que está no forno, sendo preparada com muito carinho.
Aguardem!

Muitos bjs...♥

carlapianchão

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Novidade!


Recebo todos os dias muitos e-mails de pessoas que estão começando neste mundo encantador de cores e tecidinhos, querendo saber qual é a melhor máquina, se é preciso lavar os tecidos antes de usar... enfim as dúvidas são muitas.
Pois é, fiz magistério há alguns anos atrás, e só agora vou colocar em pratica o meu lado professora, e mais uma vez a vida me mostra que nada é por acaso, tudo tem uma razão e um propósito.
Estou montando um curso básico de patchwork, com algumas “pequenas", mas notáveis diferenças dos cursos que já existem.
Já disse várias vezes que não sigo a risca regras e técnicas, misturo o que aprendi com o meu lado criativo e com o que fui descobrindo com a prática, e são exatamente esses segredinhos, dicas e truques que eu pretendo ensinar.

Nunca fui a favor de cópias na integra, acredito que todas as pessoas têm um lado criativo que pode ser acordado a qualquer momento.
Quero ajudar pessoas a criar, a mudar, a fazer diferente.
Mais do que facilitar os primeiros passos de quem pretende ingressar neste mundo encantador, eu tenho a intenção de ajudar pessoas a se sentirem mais felizes, mais úteis, mais capazes de enfrentar a vida.
Depois de alguns anos nesta estrada, posso afirmar que trabalhar com as mãos, com formas e cores pode com certeza nos ajudar a seguir em frente mais leve.

Muito breve estarei pronta para receber você com muito carinho.

Se você tem interesse em fazer o curso básico de patchwork, deixe seu nome através de um dos meus e-mails abaixo, que eu entrarei em contato assim que estiver tudo pronto.
carlapianchao@ig.com.br
cpianchao@gmail.com
carlapianchao@yahoo.com.br

Um abraço

carlapianchão

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

providenciando uma mãe nova...


Bom, o cara disse que o problema é na placa mãe, parece que até no mundo virtual a culpa é sempre da mãe, só que neste caso, basta entrar na loja e comprar outra mãe, mais potente, mais resistente, mais forte, enfim você pode escolher a mãe que quiser, e se tiver grana e tempo, tem muita mãe boa por aí.
Mas não se deixe enganar, converse com jeitinho com o cara da loja, que ele é até capaz de deixar você fazer um teste drive na “mãe” antes de levar.

Pois é, estou desligada do mundo virtual, mas estou trabalhando e muito, os problemas com a “mãe” já estão sendo sanados e rapidinho eu to voltando com muitas novidades.
Não posso escrever muito porque estou no not da minha vizinha, tudo diferente, levei horas procurando o "ç"...

Mas como eu acredito piamente que nada na vida é por acaso, estou encarando este pequeno problema como uma paradinha, pra pensar, reciclar idéias, digerir alguns acontecimentos e claro, melhorar como pessoa, como ser humano...
Tenho batido longos papos comigo, e tem sido muito legal essa experiência, não tem sido fácil me encarar de frente, olho no olho...

Volto já...
Muitos bjs e espero sinceramente que estejam todos bem e com saudades de mim... rsrsrs


Carlapianchão

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

a vida não é fácil... mas é bela!


Seria maravilhoso se a vida fosse realmente um mar de rosas, mas depois de alguns anos nesta estrada posso dizer com certeza que não é, mas calma! A vida é bela mesmo assim... rsrsrs
Alguns aborrecimentos, alguns tropeços, algumas pedrinhas... mas nada, nada mesmo me faz desistir de ser feliz, ainda tenho coisa pra caramba pra fazer e pra realizar.
Bom, mas não foi por causa desta triste e verdadeira constatação que eu andei meio sumida, apenas estou elaborando alguns novos projetos, se passarem pelo meu blog não se assustem com uma fumacinha, ou um leve cheirinho de queimado... ando pensando, e tentando colocar em prática alguns projetos.
Paralelo a constatação de que a vida não é fácil, mas é bela, continuo entre flores e cores.

Se você tinha alguma dúvida do meu amor pelas cores fortes, da minha ousadia e rebeldia em relação ao patchwork... depois de ver esse meu trabalho, não terá mais.

Estou terminando uma manta com blocos que se chamam spiderweb (teia de aranha), mas o meu, vai se chamar flowers in spiderweb (nem sei se é assim mesmo que se escreve em inglês, mas traduzindo... flores na teia de aranha) isso mesmo, na minha teia existem flores, de todas as cores...
Aguarde!

Espero sinceramente que estejam todos bem e felizes!
Tenham um lindo dia!

Bjs...♥

carlapianchão

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

é preciso valorizar o trabalho feito a mão...


Hoje amanheceu chovendo, uma chuvinha fina, sem barulho, quase não molhou o chão, não deu nem para lavar os telhados, pelo visto nosso período de seca e muita poeira, ainda vai durar um pouco mais, mas ficou um friozinho gostoso de sentir.
Depois de um feriado prolongado, estou novamente no meu cantinho, com meu silêncio que eu adoro.
Entre muitas flores e muitas cores, estou terminando mais um trabalho, estou nos finalmente, nos detalhes, nos arremates, e é exatamente neste momento que sempre me vem a cabeça a questão do preço, do valor, de pensar quanto vale horas e horas de total dedicação.
Bom, calcular preços é sempre um “problema”, afinal quero ser justa, mas quero acima de tudo ser a primeira a valorizar o meu trabalho.
Depois de alguns anos nesta estrada e de aprender através de uma auditoria, como calcular corretamente o preço de um produto, ainda acho que para quem compra e não faz é muito difícil imaginar tudo e todos os detalhes de um trabalho feito à mão.
Insisto em dizer que nós artesãos, somos artistas.
Não fabricamos 1000 peças de uma só vez, cortamos uma por uma, não usamos máquinas computadorizadas para bordar florzinhas, bordamos pétala por pétala, ponto por ponto...
E nos momentos que precisamos das máquinas elas são tocadas por nossos pés e guiados por nossas mãos.
Se a história nos descaracteriza como artistas porque aceitamos encomendas, porque criamos sobre a influencia da mídia, da moda, do mercado... então vou ser ainda mais rebelde do que de costume e vou descordar da história.
Acho que a maioria dos artesãos tem toda a condição de trabalhar somente com a imaginação e com as próprias mãos, poderíamos criar espontaneamente, mas a realidade nem sempre nos permite dar total asas a nossa imaginação.
Precisamos viver e sobreviver, e como somos artistas... rsrsrs
Vivemos e sobrevivemos da nossa arte.

Tenham todos um lindo dia

carlapianchão

Volte sempre!

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